Gilmar França

Gilmar França
A serviço da categoria!

domingo, 4 de julho de 2010




                      
O diretor jurídico do SINDISAÚDE-RS, Gilmar França, e o presidente da FEESSERS, Milton Kempfer, ocuparam a tribuna da Câmara de Vereadores de Canoas no Grande Expediente da sessão plenária do dia 1º/06/2010, para defender a sua posição de que a entrega do Hospital de Pronto Socorro para o Grupo Mãe de Deus é um erro da Prefeitura.

Ambos compareceram ao Legislativo canoense junto com a secretária geral do Sindicato, Vilma Fernandes, a convite do vereador Carlos Eri Lima (PSDB) que queria maiores esclarecimentos sobre a posição do Sindicato e da Federação sobre a questão do convênio que será firmado com o Grupo na próxima quarta-feira, 07/07. Ele e o vereador José Carlos Patrício (PSDB) também mostraram-se interessados na posição dos sindicalistas quanto à criação de uma Fundação para administrar o Hospital.

De acordo com Gilmar França, é preciso advertir a comunidade de que existe um convênio entre a Associação Educadora São Carlos (Sistema Mãe de Deus) e a Secretaria Estadual da Saúde, onde as administrações de outros cinco hospitais foram repassadas para a qualificação de gestão, sem, no entanto, haver nenhuma discussão com o Conselho Estadual da Saúde sobre as metas e o volume de recursos envolvidos.

Por outro lado, de acordo com Milton Kempfer, a proposta de criação das Fundações Públicas de Direito Privado para gestão de hospitais , postos de saúde e Programas de Saúde da Família não possui fundamento jurídico legal. Para Kempfer não há garantia do financiamento e da aplicação de recursos, muito menos da manutenção dos empregos, advertiu.

França, foi mais longe e classificou de “Faixa de Gaza” os municípios que ficam ao longo da BR-116 – Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio e, agora, Canoas – onde está sendo implantada a sistemática. Para ele, quem vai acabar pagando as contas no futuro serão as próprias prefeituras, que agora querem se eximir de sua responsabilidade de gerir a saúde dos municípios.

Encerrando, enfatizou que um grande equívoco, para ele, é que a saúde é tratada como gasto e não como deveria sê-lo: um investimento.

Rosa Pitsch

Nenhum comentário:

Postar um comentário