Gilmar França

Gilmar França
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

A PERCEPÇÂO DOS MÉDICOS




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Como os médicos tomam suas decisões em cada situação e com cada paciente? Diversas são as variáveis levadas em consideração. Não há dúvida que a experiência prévia do profissional fornece uma bagagem mais ou menos extensa de informações acumuladas ao longo de anos de exercício da profissão. Existe a possibilidade de ter encontrado, tratado e observado casos semelhantes. Para muitos médicos, sua prática rotineira diária tenta se guiar por recomendações de sociedades especializadas. As famosas diretrizes gerais, que abrangem a maioria das situações clínicas. O paciente seria cuidado dentro de uma zona de conforto e de segurança relativamente ampla.
Um estudo mostrou que os médicos tomam decisões erradas por não entenderem o que leem nas pesquisas
Obviamente, as peculiaridades de cada indivíduo podem não ser sempre determinantes. Outra variável na decisão seria o conhecimento técnico e científico, atualizado, que pode sugerir caminhos mais “adequados” no manejo do doente naquela situação singular. O médico apoia-se, então, em relatos e pesquisas que acumularam informações relevantes, pesquisados e analisados detalhadamente.
Os estudos científicos conseguem fornecer a um médico, independentemente de sua idade ou de anos de formado, a chance de tomar decisões baseadas na extensa experiência de centros, grupos ou hospitais. Isso constitui as decisões baseadas em evidências científicas. Em trabalhos de pesquisa sólidos e informativos. É a conhecida “medicina baseada em evidências”. Esperam-se do médico atualização, leitura e interpretação dos mais importantes estudos publicados em revistas científicas, para depois tomar a decisão quanto à sua aplicabilidade em cada paciente.
Um problema surgiu quando autoridades de saúde e professores observaram uma dificuldade grande de médicos interpretarem de forma correta o que estão lendo. Consequentemente, suas decisões podem ser completamente equivocadas. Parece improvável, mas muitos dos médicos, em seus consultórios ao redor do mundo, não têm formação científica suficiente para tirar conclusões apropriadas a partir da leitura de trabalhos científicos.
Poucos dias atrás, por exemplo, foi publicada uma pesquisa realizada em Berlim, na Alemanha, onde a equipe do dr. O. Wegwarth, todos trabalhando no Instituto Max Planck para o desenvolvimento humano, avaliaram 297 clínicos gerais na sua prática rotineira. Tentaram determinar como esses clínicos interpretariam resultados de uma pesquisa sobre a detecção precoce de câncer. Enviaram um questionário individual para cada médico, com resultados de dois estudos sobre rastreamento e detecção precoce. Apresentaram dois cenários, onde um o teste em questão aumentaria a sobrevida do grupo de voluntários, com maior número de pacientes detectados com doença precoce, e o outro diminuiria a mortalidade por câncer, com aumento na incidência dos tumores.
O que espantou os cientistas foi a percepção geralmente errada dos clínicos, que se entusiasmaram mais em indicar exames de detecção precoce baseados em evidências irrelevantes. Em outras palavras, apesar de olharem as evidências, não enxergaram sua interpretação correta. Em decorrência, solicitaram exames que não têm comprovação nenhuma de eficácia. Pior: mais de 69% dos médicos tomaram decisões inadequadas, fundamentalmente por incapacidade de interpretar o que estão lendo.
Poucos médicos (23%) reconheceram corretamente as evidências disponíveis, e submeteram seus pacientes a exames adequados. Consequências imediatas deste estudo, publicado na revista Annals of Internal Medicine, incluem desconforto com exames desnecessários, e aumento de custo da saúde sem impacto significativo. E estamos falando somente de detecção precoce. Imagine as situações médicas que envolvem tratamentos ou procedimentos agressivos e complexos. Um erro de percepção e de interpretação das evidências científicas pode ser catastrófico.
Fonte: Carta Capital

quinta-feira, 7 de junho de 2012

MOVIMENTO " SAÚDE RIO GRANDE" EU ACREDITO.

Estamos participando deste movimento cívico que busca resgatar a dignidade dos gauchos e gauchas de nosso estado que tem diariamente a anos seguidos se submetidos a um calvario interminavél quando buscam um atendimento hospitalar ou até mesmo ambulatorial na nossa rede de atendimento.sabemos que o sub-financimento do setor não foi criado por este governo esta situação e antiga e creio que o melhor que temos a fazer não e sair em busca de culpados, mas sim ajudar a buscar alternativas para que esta realidade seja motificada urgentemente.

Algumas contradições nos motivam ainda mais a prosseguir nesta jornada: Somos o estado que menos investe em saúde, mas não devemos esquecer que por outro lado temos os melhores indices de saúde de todo a federação. Fazemos muito com pouco e isto se deve muito a uma rede hospitalar bem organizada e bem distribuidas em nossoa municipios e principalmente a qualidade da nossa mão de obra, temos sim otimos profissionais no setor saúde que apesar de serem mal remunerados não deixam que cumprirem com profissionalismo suas atividades e atribuições.

Queremos ser reconhecidos como um setor da economia assim como o comercio,a industria, o setor automotivo e tantos outros isto parece utopia porem alguns dados nos levam a afirmar que a realidade já e esta   no ano passado nosso setor teve um crescimento entorno de 64% em produtos e insumos, em torno de 40% deste crescimento foi feito pelo setor privado e os 24% no setor publico. Estes numeros nos mostram que cada vez mais o estado vem se desresponsabilizando de um dever constitucional: " Saúde e um dever do estado e um direito do cidadão".

Tenho recebido algumas criticas de pessoas que dizem que o sindicato tem e que lutar por salarios, e o resto que se danem, que os patrões tem pagar porque o problema e deles, que a nossa função e gritar e denunciar. A todos tenho dito em alto e em bom som que a função de um sindicato não e só mudar a vida dos seus representados socios ou não socios, um sindicato tem que avançar para fora do corporativismo umbiligalista e buscar formas de ajudar a modificar a sociedade.

Tenho a convicção que como presidente do sindisaúde-rs o 2º maior sindicato do estado nossa diretoria não conseguira melhorar a massa salarial de nossa categoria, não conseguira acabar com a sobrecarga de trabalho, não conseguira acabar com o duplo vingulo ( 2 empregos ) não conseguira criar locais para descanso para os trabalhadores que iniciam uma jornada as 19hrs de um dia e encerram as 7hrs do outro dia com o estado investindo 6¨% No setor saúde ( SOMOS O ULTIMO ESTADO EM INVESTIMENTO NO SETOR ). Creio piamente que somente conseguiremos mudar a vida destes trabalhadores e trabalhadoras ( estas que representam 80% da categoria ) se conseguirmos ajudar o governo a cumprir a lei e aplicar os 12% em saúde aqui no nosso estado.

                " SEM JUSTIÇA, NÃO A PAZ"

GILMAR FRANÇA- PRESIDENTE DO SINDISAÚDE-RS

quarta-feira, 6 de junho de 2012


PRESIDÊNCIA
Presidentes da ALRS e da Comissão de Finanças recebem emendas populares à LDO
Claudia Paulitsch - MTB 9095 | Presidência - 14:37-05/06/2012 - Edição: Letícia Rodrigues - MTB 9373 - Foto: Vinicius Reis
Representantes de entidades entregaram as emendas a Postal e Maria Helena

No início dessa tarde (5), o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Alexandre Postal (PMDB), e a presidente da Comissão de Finanças da Casa, Maria Helena Sartori (PMDB), receberam três emendas populares à proposta que dispõe sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Elas referem-se especialmente ao cumprimento da Lei que determina aplicação mínima de 12% da receita líquida do Estado na saúde.


As emendas também têm o objetivo de evitar que sejam incluídos no orçamento gastos com ações que não são específicas da área. O ato ocorreu no Salão Júlio de Castilhos, a partir de iniciativa do Movimento Saúde Rio Grande, que reúne 13 entidades. A entrega das propostas foi realizada pelo presidente da OAB-RS, Claudio Lamachia.


De acordo com Postal, se os Municípios precisam cumprir o orçamento à risca, não há por que isso também não ocorrer por parte dos Estados e da União. “A demanda é grande e é uma causa que atinge a todos nós”, frisou o presidente do Parlamento gaúcho, em defesa do cumprimento da Lei. 
As entidades signatárias das emendas são Associação Brasileira em Defesa dos Usuários de Sistemas de Saúde; Associação Médica do RS; Conselho Estadual de Saúde RS; Conselho Regional de Administração do RS; Cremers; Famurs; Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos  e Filantrópicos do RS; Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do RS; Federação dos Hospitais do RS; OAB-RS; Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Falantrópicos do RS; Sindicato Médico do RS; e Sindicato dos Professores de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do RS.
© Agência de Notícias
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sábado, 2 de junho de 2012

NOVA REGRA DE PLANO DE SAÚDE DE APOSENTADO E DEMITIDO PASSA A VALER A PARTIR DE HOJE

Resolução mantém a garantia de demitidos ou aposentados permanecerem no plano pelos prazos que já existiam Nova resolução da ANS para uso de plano de saúde por aposentados e demitidos passa a valer (Thinkstock) Entram em vigor nesta sexta-feira as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para planos de saúde envolvendo aposentados ou demitidos sem justa causa. Agora, terão direito a fazer a portabilidade do plano sem cumprir novas carências. A forma de calcular o reajuste das mensalidades também muda, mas de uma forma controversa.

 A resolução mantém a garantia de demitidos ou aposentados permanecerem no plano pelos prazos que já existiam, mas define critérios para evitar dúvidas. Por exemplo: todas as pessoas demitidas sem justa causa têm o direito de permanecer como beneficiário do plano da empresa por até 2 anos, com a mesma cobertura. Para isso, o trabalhador deve ter contribuído com parte das mensalidades. Agora, vai assumir o valor integral. É preciso respeitar o limite mínimo de 6 meses e máximo de 2 anos.

 Havia uma dúvida se o benefício era válido para funcionários que não tinham desconto em folha, mas pagavam uma coparticipação em consultas ou exames. "A resolução esclarece que só tem direito ao benefício o funcionário que contribuiu com o pagamento da mensalidade do plano com desconto em folha", diz o advogado Julius Conforti.

 A regra também traz avanços para os aposentados que contribuíram com o pagamento do plano por mais de dez anos. Nesses casos, eles poderão permanecer como beneficiários do plano da empresa pelo tempo que quiserem, também assumindo o pagamento integral da mensalidade. A forma como é calculado o reajuste das mensalidades, porém, muda.

A regra permitirá que as empresas contratem um plano diferente para manter ex-funcionários e aposentados - o que pode gerar distorções.

 A ANS passou a exigir que a negociação tenha como base todos os planos de ex-empregados na carteira da operadora - o que, em tese, diluiria os custos. Assim, em vez de a operadora calcular o reajuste com base em 30 vidas de uma única empresa, ela terá de somar os demitidos e aposentados de todas as empresas.

(Com Agência Estado)